EXPOSIÇÃO+EXHIBITION

NO
AR - 50 ANOS DE VIDA
No
Ar foi uma exposição concebida para homenagear o
cinqüentenário da RBS, maior empresa de telecomunicações
no Sul do país. A escolha foi homenagear não só
a empresa, mas a comunicação e sua história,
através de uma exposição imersiva, interativa
e de conteúdo relevante.
O
desenho expositivo leva em consideração o espaço
escolhido, a Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Uma antiga
usina geradora de energia a partir do carvão, hoje o Gasômetro
se tornou um dos grandes espaços culturais da cidade, e
foi reformado para a exposição como presente para
a cidade. A história da RBS e de Maurício Sirotsky
Sobrinho, que criou a empresa em 1957, se confunde com a história
da comunicação no Brasil. Por isso, a opção
por falar os fatos marcantes que marcaram a história da
comunicação, que sofreu rápida e surpreendente
evolução.
Os
ambientes que compõem a exposição foram inspirados
em cômodos de uma casa, local no qual nos tornamos receptadores
de mídia. Assim, a exposição contava com
uma Mesa, na qual era possível folhear pelas 15.000 capas
do jornal Zero Hora, assim como com Poltronas, nas quais os visitantes
se sentavam para escutar transmissões de rádio,
relembrando antigos jingles, músicas ou noticiários
memoráveis.
No
mesmo andar térreo, um grande Sofá acomodava quem
queria assistir aos grandes 'furos' jornalísticos, enquanto
uma grande Cama oferecia aos visitantes a oportunidade de ver
grandes cenas de telenovelas, séries e minisséries.
Abrir as portas de uma enorme Geladeira mostrava os anúncios
dos produtos, da televisão em preto e branco até
a colorida, e as gavetas de um Armário mostravam as mil
melhores ou mais marcantes fotos feitas para o jornal.
A
exposição incluiu os novos objetos que surgiram
nos últimos cinqüenta anos: os carros, os aparelhos
eletrodomésticos, os primeiros computadores, os novos equipamentos
que, junto com a televisão, invadiram os domicílios
brasileiros para se tornarem imprescindíveis.
Outros
atrativos do andar térreo: uma grande linha do tempo situava
a história da RBS em um contexto internacional, uma ilha
interativa que desafiava o rio-grandense a distinguir entre os
sotaques de sua população, e mostrava que, mesmo
com diferenças, o estado do Rio Grande do Sul mantém
características comuns. A Internet também não
foi excluída: o visitante tinha a oportunidade de cadastrar-se
em tempo real e participar da exposição, registrando
online a sua própria história.
No
andar superior, em uma tela de proporções inéditas,
um filme de Carlos Nader intercalava ficção e realidade
em um filme emocionante, no qual a atuação de Daiane
dos Santos nas Olimpíadas se misturava com final de novela
e momentos inesquecíveis de nossa história. Virando
a esquina, centenas de televisões criavam a ilusão
de um mundo no qual toda a luz provém de uma tela, e espelhos
faziam com que o mundo virtual e o real literalmente se misturassem.
A caminho do final da exposição, um muro diferente,
translúcido, feito de concreto especial, separava o mundo
de ruídos sonoros e visuais da sala do silêncio,
na qual o visitante era convidado a viver a experiência
do silêncio, tão pouco valorizado em nosso mundo
atual. Na sala do silêncio, as percepções
se aguçam, e fica mais fácil distinguir com quanta
poluição sonora nos acostumamos a viver.
Hoje,
parte do acervo da exposição pode ser visto no Museu
de Comunicação Social Hipólito José
da Costa, em Porto Alegre.
FICHA
TÉCNICA
Curador:
Pedro Sirotsky
Criação
e Direção Artística: Marcello Dantas
Produção
Executiva: Adriana Salomão
Projeto
de Arquitetura: Estúdio Gru - Jeanine Menezes
Coordenação
de Produção: Sérgio Santos
Produção:
Cassandra Czerwinski, Izabel Campello, Sara Valar
Assistente
Arquitetura: Leticia Tomisawa
Projeto
Gráfico: 19 Design - Heloisa Faria, Hugo Rafael, Elisa
Janowitzer,Rômulo Lima
Projeto
de Iluminação: Clara Luz- Beto Kaiser
Instalações
Interativas: SuperUber - Russ Rive, Liana Brazil
Editor
de Texto: Helio Hara
Revisão
de Texto: Rosalina Gouveia
Projeto
de Som Arena: Audium - José Dionísio Neto
Tecnologia
Watchout: Peter Lindquist,Gilberto Nicola Bernardo
Montagem
Audiovisual:
Coordenador Técnico - Iramá Gomes
Técnicos de Montagem - José Neumann, Marcelo
Santana, Mauro da Silva e Paulo Gonçalves
Montagem
Iluminação: Carlos Andrade, Ricardo Kaiser,
Rogério Kennedy, Sergio Dias
Assistentes
Interatividade: Fábio Cunha Nicolau, Marcelo P. Silveira,
Sâmero Chaves Costa
Montagem
de Cenografia:
Cenotech
Concept,
Executar
Mega Palco
Perspectivas
e Animação 3D: Archimidia - André Wissenbach
Coordenação Executiva de Ações
Educativas: Margarita Kremer
Administração
Financeira: Dario Francisco Silva
Apoio
Logístico: Adma Sara
Pesquisa
Coordenação: Eloá Chouzal
Pesquisa de conteúdo e iconografia/fotos:
Maria Lúcia Streck (RBS/Porto Alegre)
Mônica Medici (SP)
Pesquisa de imagens Zero Hora:
Anne Caroline Piá da Rosa
Patrícia Wallau de Oliveira
Tratamento
de imagem Zero Hora:
Dayane Belloli
Fábio Buys Daudt
Paulo Ricardo Santos da Silva
Renato Nogueira Paixão
Pesquisa vídeos:
Lorena Monteiro (RBSTV/Porto Alegre)
Marialice Generoso (Cedoc/Globo/SP)
Edição
de imagens: José Bandeira, Gutenberg Santos Silva (Cedoc/Globo/SP)
Rádio:
Paulo Rodrigues (Rádio Gaúcha)
Colaboradores:
Domingos Martins (Rádio Gaúcha)
Kátia Hochberg (Rádio Itapema)
Valter Gonçalves (Rádio Gaúcha)
Digitalização
e masterização: Head Produções
- Produtora de Áudio
CONTEÚDO
:
Arena
Direção - Carlos Nader
Composição Gráfica - Gustavo Gordilho
e Renato Batata
Produção e Assistência de Direção
- Flávio Botelho
Roteiro - Carlos Nader e Daniel Chaia
Edição de Imagens - Gustavo Gordilho, Renato
Batata, Alexandre Talocchi e André Francioli
Trilha Sonora e Edição de Som - Daniel Zimmerman
Uma produção Já Filmes
A
Cama
Roteiro e Edição - Raquel Couto
Abertura e composição 2D - Leandro Ferreira
Assistente de edição - Luanda Lopes
Consultoria em teledramaturgia - Mauro Alencar
O Sofá
Direção, roteiro e edição -Raquel
Couto
Fotografia - Beto Campos
Composição 2D - Leandro Ferreira
O Armário
Edição de fotos - Ricardo Chaves (Zero Hora)
A
Mesa
Supervisão de digitalização - Patrícia
Wallau de Oliveira (CDI Zero Hora)
Digitalização - Bianca Bischoff de Oliveira,
Márcia da Luz Rodrigues , Kátia Pozzobom , Sibila
Binotto , Rodrigo Magalhães Bellora.
O Mapa da Língua Gaúcha
Edição - Liana Brazil
Captação de Imagens - Claudio Veríssimo
Balanço Social
Edição - Liana Brazil
Edição de Texto - Helio Hara
Fotos - Almir Dupont (Pioneiro), Charles Guerra (Diário
de Santa Maria), Daniela Xu (PIONEIRO), Fernando Gomes (Zero Hora),
Flávio Neves (Diário Catarinense), Glaicon Covre
(Diário Catarinense), Hermínio Nunes (Diário
Catarinense), Jandyr Nascimento (Jornal de Santa Catarina), Julio
Cordeiro (Zero Hora), Lauro Alves (Diário de Santa Maria),
Luiz Armando Vaz (Diário Gaúcho), Marielise Ferreira
(Zero Hora), Nauro Jr. (Zero Hora), Paulo Franken (Zero Hora),
Raquel Heidrich (Diário Catarinense), Ricardo Chaves (Zero
Hora), Ricardo Duarte (Zero Hora), Tadeu Vilani (Zero Hora).
Vídeos
Cronologia
Edição : Raquel Couto e Leandro Ferreira
Assistente de Edição: Luanda Lopes
A
Internet-
AG2 - Agencia de Inteligência Digital
Agradecimento especial a toda equipe da Usina do Gasômetro.
NO
AR - 50 YEARS OF LIFE
No
Ar was an exhibition conceived to pay tribute to the fiftieth
anniversary of RBS, the biggest telecommunications enterprise
of Southern Brazil. The choice was to honour not only the company,
but the history of communication at large, through an immersive,
interactive and relevant exhibition.
The
exhibition design takes the chosen location in account: it was
the Usina do Gasômetro, in Porto Alegre, an old energy generating
plant which became one of the largest cultural institutions of
the city, which was even restored for the exhibition as a present
for the population. The history of RBS and Maurício Sirotsky
Sobrinho, who created the company in the late fifties, is mixed
up with the history of communication , which undercame a very
fast and surprising in the past fifty years.
The
spaces created for the exhibition were inspired by the rooms of
a house, which is the environment where we all become media receivers.
Therefore, various features of a regular home were in the exhibition:
a table offered the chance to browse through 15.000 covers of
the Zero Hora newspaper, and chairs were the ideal place to listen
to radio transmissions, which broadcasted old jingles, music and
memorable news.
The
same ground floor featured a big sofá for the most impressive
facts brought by television, while a big bed was the setting for
the scenes of the soap operas, series and short series. Opening
the door to a bif refrigerator lead the visitor to the world of
advertising, from old black and White television until today and
the drawers of a big closet revealed a thousand of the most striking
photographs made for newspapers in the state.
The
exhibition also showed memorabilia: the innovation of the past
fifty years was displayed. Here were the vehicles, the appliances,
the first computers, the new equipment which invaded the Brazilian
homes and soon became indispensable.
Other attractions of the ground floor were an extensive timeline
which located the history of RBS inside an international context
and an interactive station which challenged the citizen of Rio
Grande do Sul to distinguish between accents and to find out where
they were from - which only prooved that, in spite of differences
the population maintained a common ground. The Internet was also
represented: the visitor was able to register online and to participate
by adding his own history to the exhibition.
On
the upper floor, a very large screen displayed a movie by Carlos
Nader which made reality and fiction merge in a highly emmotional
movie. Turning the corner, hundreds of televisions created the
illusion of a world where the light was only provided by a screen.
Mirrors made the virtual world and reality mix. Towards the end
of the exhibition, a wall made out of special concrete which let
light pass through separated the outside world from a very special
room, were silence was the big star. The experience showed how
silence is underrated and how the noise pollution has become something
we all got used to.
Currently,
part of the exhibition is displayed at the Social Communication
Museum Hipólito José da Costa, in Porto Alegre.