EXPOSIÇÃO+EXHIBITION
O CIENTISTA
A
ópera, que encerrou a temporada 2007 do Municipal, relata
a vida do sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz e sua importância
para a saúde pública brasileira no início
do século 20. No cenário das radicais transformações
urbanísticas do Rio de Janeiro naquela época, o
médico fomentou mudanças importantes para a prevenção
da peste bubônica, a febre amarela e a varíola.
Com
libreto escrito pelo poeta Bernardo Vilhena, que pesquisou mais
de 600 correspondências do sanitarista, textos do senados
e jornais da época e musica composta pelo maestro Silvio
Barbato, O Cientista conta com um coro de 90 pessoas, 40 atores
e uma orquestra de 90 músicos.
O
cenário do espetáculo retoma a tradição
dos cenários virtuais do século XIX. No lugar dos
telões pintados são usados nove retro projetores
localizados atrás do palco, criando imagens em uma enorme
tela. A cenografia conta também com um espelho móvel
de 120 metros quadrados, que é quase um personagem. Nele,
as projeções refletidas criam um novo angulo de
visão para o espetáculo.
10 e 17 de Dezembro 2006, Teatro Municipal, Rio de Janeiro
17 e 18 de Abril, Teatro Santa Isabel, Recife
Patrocínio:
Fiocruz
Design: Marcello Dantas
Arquitetura: Tatiana Durigan, Alvaro Razuk
Produção: Maria Duarte, Sergio Santos, Silvia
Albertini
Direção: Eduardo Álvares
Libreto Bernardo Vilhena
Musica: Silvio Barbato
Iluminação: Beto Kaiser
Projeções: Peter Lindqvuist, Irama Gomes,
Roberto Neuman
Sobre
o cenário
O
Cientista è uma oportunidade rara de se criar uma ópera
contemporânea no Brasil.
O cenário e a luz forma pensados para amplificar o detalhe.
Criamos uma inversão de planos, onde o cenário que
normalmente é contexto passa a ser subtexto. Onde o mínimo
é ampliado ao máximo. Onde o pequeno fica enorme
e o grande desaparece. A luz não é pontuadora, mas
protagonista. O cenário tem a luz, o espelho de reflexão
e a grande projeção como os seus elementos construtores,
abandonando qualquer realismo e assumindo o caráter abstrato
essencial à mente de um cientista.
O
CIENTISTA THE SCIENTIST
The
opera, that closed the 2007 Rio's Teatro Municipal season, covers
the life of Brazilian doctor Oswaldo Cruz and his importance for
Brazilian public health at the beginning of the XX century. Amidst
Rio's drastic urban changes the physician inspired important changes
to prevent plague, yellow fever and smallpox.
The
libretto was written by poet Bernardo Vilhena, who has looked
into over 600 correspondences, Senate's texts and newspapers,
and the music was composed by maestro Silvio Barbato. O Cientista
displays a choir of 90 people, 40 actors and an orchestra of 90
musicians.
The
scenography renews the XIX century tradition of virtual stages.
Instead of painted canvasses, 9 backprojectors are located behind
the stage, creating images in a wide screen. Scenography also
displays a mobile 120-square-meter mirror, which is almost a character.
In it, the reflected projections create a new angle to enjoy the
piece.
10 - 17 December 2006, Teatro Municipal, Rio de Janeiro
17 - 18 April, Teatro Santa Isabel, Recife
Sponsor:
Fiocruz
Design: Marcello Dantas
Architecture: Tatiana Durigan, Alvaro Razuk
Production: Maria Duarte, Sergio Santos, Silvia Albertini
Direction: Eduardo Álvares
Libretto: Bernardo Vilhena
Music: Silvio Barbato
Lighting Design: Beto Kaiser
Projections: Peter Lindqvuist, Irama Gomes, Roberto Neuman
About
the Scenography
O
Cientista is a rare opportunity to create a contemporary opera
in Brazil.
Scenography and Lighting were thought to emphasise the detail.
We created an inversion of plans, where scenography, which is
generally context, turns subtext. Where the minimum is extended
to the maximum. Where small is enormous and big disappears. Light
is not accessory, it is a central character. Scenography is upheld
by light, reflective mirror and the big projection as building
elements, discarding any realism and confessing the abstract nature
that is necessary to the mind of a scientist.