EXPOSIÇÃO+EXHIBITION
BOSSA
NA OCA
Uma
exposição audiovisual sobre a Bossa Nova é
necessariamente uma viagem ao passado recente do Brasil. Paradoxalmente,
é também o vislumbre de um futuro que os brasileiros
esperam próximo. A revolução estética
ocorrida na música popular, entre 1958 e 1964, produziu
canções que ainda são tão inovadoras
e perenes quanto outros grandes momentos da expressão brasileira
nesse breve período. Como um gol de Pelé ou uma
Oca de Niemeyer, a música da Bossa Nova é o resultado
de uma sondagem audaz, que encontra em nossa raiz cultural mais
profunda uma linguagem moderna e universal. Dessa maneira, a Bossa
Nova transcende a própria música. É um desses
momentos únicos da nossa história a prefigurar um
Brasil mais autoconfiante e feliz, que ao mesmo tempo em que passa
a acreditar em sua própria cultura, não tem medo
de dialogar com as outras. (Carlos Nader e Marcello Dantas, curadores)
O maior desafio de 'Bossa na Oca' foi transformar um assunto imaterial,
como a música e o espírito da Bossa Nova, em exposição
material. Realizada no prédio da Oca de Oscar Niemeyer,
no Parque do Ibirapuera, a exposição proporcionava
imersão total, conciliando mídias através
do uso de uma linguagem contemporânea, de tecnologia e uma
aprofundada pesquisa histórica e de imagem.
O
andar térreo recebe o visitante com a cronologia do movimento
musical, uma longa bancada curva retro-iluminada que acompanha
as linhas de arquitetura do edifício. A expressão
artística não é representada apenas através
de Niemeyer, mas também de obras cedidas pelo ItaúCultural
para a exposição, com artistas consagrados como
Bruno de Giorgi, Sergio Camargo e Maria Martins. Também
no térreo, enormes jukeboxes oferecem ao público
a oportunidade de viajar pelas capas dos discos dos intérpretes
da Bossa Nova, enquanto escutam as diversas canções.
O
primeiro andar traz os filmes dos grandes personagens da Bossa
Nova. Miguel Faria Jr. criou uma versão reduzida para o
seu documentário 'Vinícius', falando de Vinícius
de Moraes. Dora Jobim dirigiu 'Vou te contar' sobre o maestro
Tom Jobim, e Belisário França o documentário
'Turma da Bossa'. Também nesse andar, com curadoria de
Benjamin Taubkin, o 'Ouvido da Bossa' explica a genialidade da
Bossa Nova e a suas origens. No centro do andar, o silêncio,
em forma de uma câmara anecóica, que proporciona
ao público a experimentação e valorização
do silêncio, sem o qual não existiria música.
No
topo, projetado na cúpula da Oca, o 'Enorme Mar', um sobrevôo
da cidade do Rio de Janeiro, não apenas o cenário
do movimento, mas musa inspiradora. Ao som de clássicos
da Bossa (tocados em caixas estratégicamente embutidas
em um gigante sofá) o visitante tem a chance de parar,
para apenas contemplar.
O
subsolo literalmente transporta ao período da Bossa. A
praia de Copacabana foi literalmente trazida a São Paulo,
reconstruída com pedra portuguesa e areia. Haná
Vaisman e Raquel Couto contam "Dez Coisas", dez filmes
sobre personagens, shows lendários, locais e histórias
da Bossa Nova. Aqui se descobre, entre tantas outras coisas, como
Maria Bethânia começa a carreira como substituta
de Nara Leão.
Por
fim, um grande encontro. Através de uma tecnologia inovadora,
o Eyeliner, diversos intérpretes da Bossa se unem em uma
Jam histórica: aqui Johnny Alf faz duo com Ella Fitzgerald,
Vinícius abre para Sammy Davis Jr. e Tom Jobim canta com
Frank Sinatra, entre tantos outros.
Data:
07/07/08 à 07/09/08
Local: Oca - Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP
Realização:
Banco Itaú
Colaboração: Itaú Cultural
Supervisão Geral: Dueto
Produção: Mag + Rede Cultural
Curadoria: Marcello Dantas e Carlos Nader
Produção Executiva: Adriana Salomão
Arquitetura: Estúdio Gru | Jeanine Menezes
Assistente Arquitetura: Flávia Schikmann
Coordenação de Produção: Izabel
Campello
Coordenação de Montagem: Sérgio Santos
Produção: Carolina Botelho, Leonardo Benício
Assistência de Desenvolvimento: Karin Kauffmann
Projeto de Comunicação Visual: 19 Design
| Heloisa Faria, Hugo Rafael, Elisa Janowitzer, Rômulo Lima
Projeto de Iluminação: Clara Luz | Beto Kaiser
Editor de Texto: Helio Hara
Revisão de Texto: Benjamim Albagli
Projeto de Som: Audium | José Dionísio Neto
Maquete Eletrônica: Archimidia Produções
| André Wissenbach, Alexandre Guidara, Gabriel Kiam, Kauê
Fonseca
Tecnologia Watchout: Peter Lindquist e Gilberto Nicola
Bernardo
Coordenador Técnico de Montagem Audiovisual: Iramá
Gomes
Técnicos de Montagem: José Neumann, Marcelo
Santana, Mauro da Silva, Rogério Kennedy e Paulo Gonçalves
Montagem de Cenografia: Cenotech
Administração Financeira: Dario Francisco
Silva
Apoio Logístico: Adma Sara
Assessoria jurídica: CesnikQuintino&Salinas
Assessoria de imprensa: Factoria Comunicação
Pesquisa/ Coordenação: Eloá Chouzal
Pesquisa de imagens: Antonio Venâncio (RJ), Mônica
Medici (SP), Sandra Jeha (SP)
Produção pesquisa de imagens: Antonio Venâncio
e Eloá Chouzal
Pesquisa e Produção Músicas Jukeboxes:
Luis Eduardo Amaral
Curador Jukeboxes: Zuza Homem De Mello
Interatividade Jukeboxes: Get Pixel | Luciano Funari e
Andréa Munhoz
Interatividade Espaço Itaú: 32 Bits Criações
Digitais
Edição de Imagem Espaço Itaú:
Luis Eduardo Amaral
Projeto Acústico Câmara Anecóica: José
Augusto Nepomuceno
Direção Musical "O Ouvido da Bossa Nova":
Benjamim Taubkin
Direção "O Ouvido da Bossa Nova":
Jasmin Pinho
Direção Documentário Vinícius:
Miguel Faria Jr. (Obra derivada do filme " Vinícius"
de Miguel Faria Jr.)
Direção Documentário "Vou Te Contar":
Dora Jobim
Direção Documentário "Turma Da Bossa":
Belisario Franca
Direção "O Enorme Mar": Marcello
Dantas
Fotografia "O Enorme Mar": Eduardo Andrea (Kito)
Assistente De Fotografia "O Enorme Mar": Pedro
Von Kruger
Direção "Dez Coisas": Haná
Vaisman e Raquel Couto
Design "O Reencontro": Dario Honsho
Montagem e Produção Musical "O Reencontro":
Macau Amaral
Sonorização "O Reencontro": Zoo
Audio | Dan Zimmerman, Dan Sultanum
Piano e Arranjos "O Reencontro": Marco Antônio
Marzano
Composição Digital "O Reencontro":
Daniela Ferrari
Sistema de projeção holográfica Eye Liner
"O Reencontro": Eye Motion
Direção "O Clarão": Carlos
Nader
BOSSA
NA OCA
An
audio-visual exhibition on Bossa Nova is necessarily a journey
to Brazil's recent past. Paradoxically, it is also a glimpse to
a future Brazilians hope to be nearby. The aesthetic revolution
which overtook popular music between 1958 and 1964, produced songs
which are still today as innovative and perennial as other great
moments of Brazilian expression from this short period of time.
Like a goal by Pelé or the architecture of Niemeyer's Oca,
the Bossa Nova music is the result of a bold poll, which encounters
a smart and universal language in our deepest cultural root. In
that form, Bossa Nova transcends the music itself. It is one of
those unique moments in our history which appearsÉ um desses
momentos únicos da nossa história a prefigurar um
Brasil mais autoconfiante e feliz, que ao mesmo tempo em que passa
a acreditar em sua própria cultura, não tem medo
de dialogar com as outras. (Carlos Nader e Marcello Dantas, curators)
The
biggest challenge of 'Bossa na Oca' was to transform an non-material
subject, such as music and the spirit of Bossa Nova, into a physicall
exhibition. Created for Oscar Niemeyer's Oca building of the Ibirapuera
park, the exhibition provides absolute immersion, harmonizing
medias through contemporary exhibition language, the use of technology
and in depth hystorical and image research.
The
ground floor welcomes the visitor with a chronology of the movement,
displayed through a backlit curved stand, which goes with the
architecture of the building. Artistic expression is also represented
through artwork loaned from ItaúCultural, with well known
Brazilian exponents such as Bruno Giorgi, Sergio Camargo and Maria
Martins. Also on the groundfloor, big jukeboxes offer the public
the opportunity to browse through the covers and the songs of
the big names of Bossa Nova.
First floor brings the films of the great names of Bossa Nova.
Miguel Faria Jr. created a shorter version of his documentary
'Vinícius', telling the story of Vinícius de Moraes.
Dora Jobim directed 'Vou te contar' on maestro Tom Jobim, and
Belisário França the documentary 'Turma da Bossa'.
Also on this floor, curated by Benjamin Taubkin, the 'Ear of Bossa'
explains the genius of Bossa Nova and its origins. In the middle
of the floor, the silence, in shape of an anechoic chamber, giving
the visitor the oportunity of experiencing and valueing the silence,
which music can't do without.
On
the top floor, projected on dome of the Oca, the 'Enormous Sea',
an overflight of the city of Rio de Janeiro, which was not only
the scenario of Bossa Nova, but inspiring muse. Listening to the
classics of Bossa Nova (played by soundboxes strategically built-in
in a gigantic sofá) the visitor has a chance to rest, and
just contemplate.
The underground literally carries you to the time of Bossa Nova.
The Copacabana beach was brought to São Paulo, reconstructed
with sand and Portuguese stone. Haná Vaisman and Raquel
Couto tell "Tem things", ten films on the characters,
the legendary shows, places and histories of Bossa Nova. Here
on finds out, among other things, how Maria Bethânia starts
her career as na understudy of Nara Leão.
In
the end, one big encounter, through innovative technology called
Eyeliner, different artistis from Bossa come together in na important
jam: Johnny Alf in a duet of Ella Fitzgerald, Vinícius
opens for Sammy Davis Jr. and Tom Jobim sings with Frank Sinatra,
amog so many others.
Date:
07/07/08
à 07/09/08
Address: Oca - Ibirapuera Park, São Paulo, Brazil